É estranho como às vezes coisas tão bobas e sem importância marcam momentos especiais.

Era um final de semana qualquer e Ela estava na casa dele. Num determinado momento Ele resolve ligar a televisão e os dois ficam zapeando e assistindo trechos de diversos programas. Param em um programa de auditório ridículo onde homens e mulheres participam para arranjarem namorados(as). E durante uma hora assistem ao programa, divertindo-se às custas dos “micos” alheios.

Não foi a primeira vez que assistiram TV juntos. Eles adoram fazer isso, seja para assistir filmes, jogos de futebol, programas toscos ou noticiários. Mas todas as vezes que eles sentam no sofá para ver televisão, um certo movimento mútuo e silencioso acontece naturalmente: ele se senta na ponta, apoiando-se na lateral do sofá e estica o braço para que ela se aconchegue em seu ombro. Ela tira os sapatos, dobra as pernas sobre o sofá e se recosta nele, apoiando a mão em seu peito. E assim, juntos, assistem o que quer que esteja passando na TV, porque naquele momento o que menos importa é a programação. Eles estão juntos, abraçados, vivendo um momento trivial e sem importância, mas divindo aquele momento… juntos.

Às vezes ela adormece no peito dele. Às vezes ele adormece no ombro dela. Mas não importa o momento, seus braços estão sempre se envolvendo, suas mãos sempre se tocando, seja no cafuné que ela faz no cabelo dele, ou no carinho que ele faz no rosto dela. E ela pensa em como é estranho mas ao mesmo tempo encantador sentir em uma pessoa “estranha” a intimidade de um momento daqueles, um momento tipicamente familiar. Existe coisa mais “família” do que simplesmente sentar no sofá para assistir televisão?

E foi assim, de um momento para o outro e pensando em tudo isso, que ela se deu conta: ele agora é minha família também.

Quando ela mais precisou dele…
ele estava lá.

Chovia e os dois caminhavam na rua debaixo de um único guarda-chuva. Caminhavam abraçados, com passadas irregulares, cada um tentando acompanhar o ritmo do outro.

A chuva se intensificou e ele, preocupado, perguntou a ela se ela estava se molhando. Ela disse que não. Mentira para não preocupá-lo e também porque já estavam perto do seu destino. Mas ele a segurou pelo braço e viu que ela estava com a blusa toda encharcada.

Ele parou no meio da rua, tirou seu terno e o colocou delicadamente sobre os ombros dela. E por mais ridícula que ela estivesse, andando na rua com um terno que ia quase até seus joelhos, ela se sentiu a mulher mais linda do mundo, aquecida pelo terno e protegida pelo amor dele.

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Antes de encontrá-lo no final de semana, ela teve a ideia de fazer uma surpresa pra ele: escrever um bilhetinho para entregar-lhe apenas na hora em que eles fossem se despedir no domingo à noite. Ela achou um livro antigo na estante de seus pais chamado “Sonetos que o Amor Inspirou”, folheou-o e achou um soneto perfeito para a surpresa que ela queria fazer. Adaptou o soneto, mudou alguns trechos e copiou apenas o seu final, em um pedacinho de papel.

O final de semana passou e no domingo à noite ele a deixou de carro na porta de sua casa. Ela saiu, deu a volta no carro para lhe dar um beijinho de despedida pela janela, esticou a mão e, sorrindo, entregou o bilhete.

“Sempre que volto para casa, eu vejo
como é grande esse desejo
de ter você sempre junto a mim

Mas a dor da solidão não é em vão
Quanto mais longe estás da minha vista
Mais perto estás do meu coração.”

Tenha uma boa semana. Eu te amo!

Dez meses de namoro, e ele deu a ela um cartão com uma das mensagens mais lindas que ela já leu na vida:

Eu tenho a sorte de ter um amor tranquilo e de poder sonhar ao lado de alguém que está disposto a me acompanhar, de ter a sua companhia aonde quer que eu vá, de lhe fazer sorrir e, de emoção, lhe fazer chorar, de ter a sua compreensão e dedicação, de ter seu carinho e de poder simplesmente lhe amar!

E ele ainda complementa o texto do cartão dizendo:  “… Quero que você saiba o quanto eu te amo. E eu te amo muito.”

Algumas vezes as palavras dizem muito mais do que aquilo que elas expressam e felizes são aqueles que conseguem não apenas entendê-las, mas valorizá-las.

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“Quero passar todos os meus momentos de felicidades ao seu lado!!”

Estavam ambos tão cansados que acabaram dormindo, sem querer, na cama de solteiro dele. Não demorou muito para que a cama ficasse pequena e apertada demais para um sono confortável.

ELE se levantou no meio da noite, abriu um saco de dormir no chão e deixou a cama para ela, tendo  antes o cuidado de cobri-la com seu edredon. ELA se lembra apenas de ter sentido aquele conforto indescritível de quando se recebe um cobertor numa noite fria,  e das mãos que suavemente ajeitavam o cobertor ao redor do seu corpo.

Pouco antes de amanhecer, ele que havia passado algumas horas no desconforto de um chão frio e duro por causa dela, resolve voltar para a cama.

ELE se aproxima lentamente para não acordá-la, encosta seu rosto no rosto dela e a enche de pequenos e tímidos beijos, em suas bochechas e em seus lábios.  ELA, sonolenta, mal consegue mover seus lábios para retribuir os beijos, mas aos poucos vai sentindo o corpo dele se aproximando do seu e ouve ele  sussurrar em seu ouvido, bem baixinho: “você é linda… eu gosto muito  de você”.

ELE então se deita e estica o braço para envolvê-la. ELA encaixa seu pescoço no ombro dele, estica o braço sobre o peito dele e toca preguiçosamente  seu rosto. Nesse momento ELE a envolve com firmeza num abraço e sussurra mais uma vez em seu ouvido:  “eu gosto tanto de dormir assim com você… com sua cabeça no meu ombro e recebendo esse carinho no meu rosto”. ELA, de olhos fechados, sorri. Em seguida abre os olhos lentamente, puxa o rosto dele em sua direção e o beija nos lábios, enquanto se aconchega mais uma vez em seus braços. Seus fortes e carinhosos braços.

Um mês e meio de namoro apenas e ele disse a ela que tinha um presente para lhe dar. Ela estava curiosa mas no fundo acreditava que ele lhe daria uma rosa, pois a última que havia lhe dado tinha morrido no próprio dia, por causa do calor.

Chegou o momento de entregar o tal “presente surpresa”. Ela sorria. Ele, sentado no sofá, olhava para baixo.  Ela se aproximou e sentou na frente dele. Ele enfiou a mão no bolso de sua calça social dizendo que havia passado o dia inteiro no emprego com o presente no bolso. Ansioso. Ela continuava a sorrir.

Então ele abriu a mão e diante dela havia uma pequena caixa de veludo vermelha, que ele abriu e revelou duas alianças de prata. Ela congelou seu sorriso e durante infinitos segundos ficou imóvel, totalmente sem reação. Uma parte dela achava aquele ato um pouco precipitado pois namoravam há menos de 2 meses, mas outra parte dela achou surpreendente que a iniciativa de dar uma “aliança de compromisso” tivesse vinda do homem, que geralmente são tão avessos a esses tipos de “coleiras”.

Ainda com todos esses pensamentos girando em sua cabeça, ela sorriu e aceitou emocionada o presente. Ele colocou a aliança delicadamente no dedo dela, segurou sua mão e beijou a aliança, enquanto olhava fixamente nos olhos dela. Mais tarde, quase entre lágrimas, ele lhe disse:

- Essa aliança é apenas uma coisa mínima se comparado a tudo o que eu sinto por você.

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E até hoje ele a surpreende pegando sorrateiramente sua mão e beijando suavemente sua aliança, enquanto seus olhares se cruzam numa declaração silenciosa de amor, carinho e compromisso.

Porque não é só ele que é fofo…

No aniversário de dois meses de namoro deles, ela quis dar um presente pra ele, e comprou duas trufas, simbolizando os dois meses. Mas não foi apenas isso… ela escolheu uma trufa chamada Mezzo, metade chocolate ao leite, metade chocolate branco.

Ao entregar o presente pra ele, ela disse que havia escolhido aquela trufa porque ela era como os dois: duas metades opostas que quando se encontram ficam perfeitas.

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Existe coisa mais fofa do que dividir uma taça de sorvete?

Eles já dividiram diversas taças de sorvete, cada dia um sabor diferente, e todas as vezes ela se pega pensando como uma coisa tão simples e boba como tomar um sorvete pode trazer tanta delicadeza e carinho…

Desde a primeira taça que eles dividiram, todas as vezes ele separa um momento para preparar, com muita seriedade e concentração, uma colherada do sorvete, a mais caprichada de todas, juntando sorvete, bastante calda e complementos. É a colherada que ele prepara para ela e que, ainda com muita seriedade e concentração, ele leva à boca dela. Emocionada, ela retribui, preparando uma colherada e também levando à boca dele.

E assim os dois comem, riem, e dão sorvete um na boca do outro. Sim, é bobo. Sim, é simples. Mas para ela, essa é a mais doce e linda essência de um namoro.

E a taça de hoje chamava-se ChocoL’amour. Perfeito.

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